31 de mar de 2009

Bandcamp - sites gratuitos para bandas


Já que ter um site é importante, essa pode ser uma ferramenta interessante. Alguém conhece?

Bandcamp, um serviço grátis de criação de sites para bandas

by Miguel Caetano on Setembro 18, 2008

Sinceramente, já fazia falta algo assim: um serviço inteiramente gratuito que permite que qualquer banda ou músico monte a sua própria presença online em poucos minutos através de um site próprio com um aspecto limpo e profissional. Se tivesse que resumir a plataforma do Bandcamp, diria que se trata de uma espécie de Wordpress.com para artistas independentes, só que em vez de blogs cria sites de música para quem está à procura de algo mais do que uma página no MySpace ou noutra rede social/plataforma de promoção de bandas.

Streaming e downloads a partir de um interface limpo, simples, rápido e eficaz com a possibilidade dos fãs acederem às capas dos discos, consultar notas ou mesmo letras. Assim como cada banda tem direito ao seu próprio subdomínio em bandcamp.mu, também cada disco e cada música têm direito a endereços próprios. Tudo numa perspectiva de optimização para motores de busca (SEO), para que o vosso site apareça nos lugares de destaque nos resultados do Google.

O melhor de tudo é que cada banda pode decidir de que modo é que pretende disponibilizar as músicas: grátis, a um preço fixo ou “à vontade do freguês”. Se optarem por vender os temas, os utilizadores podem logo ali efectuar a transacção via Paypal. A única exigência que os responsáveis pela plataforma fazem é que as bandas não podem limitar o streaming das faixas a miseráveis excertos de 30 segundos. Faixas completas ou nicles!

Outra coisa boa é que depois de feito o upload, eles encarregam-se de fazer o transcoding automático das músicas para nada menos do que NOVE formatos à escolha, desde MP3s de qualidade medíocre (128 Kbps) até a formatos lossless como FLAC e Apple Lossless. Todas as faixas descarregadas vêm com os metadados correctos (capa do disco e nome do álbum, banda e faixa).

Os utilizadores podem também, por seu lado, inserir um widget com um leitor para poder ouvir as músicas da banda no seu site, blog ou perfil de rede social. Os tarados por estatísticas e métricas têm acesso a uma panóplia de dados sobre de onde é que os vossos visitantes vêm, que sites ou blogs vos linkam, em que sítios é que os vossos widgets foram inseridos, quais são as músicas mais populares, o número de vezes que elas foram tocadas até ao fim, escutadas parcialmente ou saltadas, etc.

Quem abrir um site no Bandcamp não só não precisa de pagar absolutamente nada à partida, como mantém todos os seus direitos e pelo menos até Março de 2009 terá direito a 100 por cento das receitas geradas com as vendas de downloads. Embora a partir daí, os responsáveis pelo serviço possam começar a cobrar uma percentagem sobre essas receitas, eles prometem que essa percentagem nunca será superior a 15 por cento. Nos planos da empresa está também o recurso a publicidade, mas eles garantem que o dinheiro será sempre dividido com as bandas.

Os criadores do Bandcamp são Ethan Diamond e Shawn Grunberger, que foram também os fundadores do Oddpost, um dos primeiros serviços de Webmail concebidos em Flash que foi posteriormente comprado pela Yahoo!. Leiam a entrevista que Diamond deu a Andy Baio do Waxy. Se é certo que a TopSpin Media do ex-Yahoo! Ian Rogers oferece uma plataforma algo semelhante para artistas que pretendem fazer uma carreira sem um contrato com uma editora discográfica, a verdade é que os serviços da TopSpin apenas se encontram ainda acessíveis a um grupo restrito de artistas. Por outro lado, se o Bandcamp é grátis, é bem provável que a TopSpin cobre umas boas centenas de dólares por cada site.

Previsões do Gerd Leonhard para os próximos 18 meses!



Nosso futurista de plantão acredita no futuro da convergência de todas as nossas formas de informação, entretenimento e comunicação nas telecoms, ou seja, celular. Mais que no computador.

Vamos às previsões que vão nos afetar muito em menos de 2 anos:

1) o Twitter vai passar de 50.000.000 de usuários;
2) o Facebook vai se tornar o padrão para as relações sociais e o maior distribuidor de conteúdo;
3) o Google vai dobrar a sua receita;
4) a RIAA - Recording Industry Association of America - e a IFPI - International Federation of the Phonografic Industry - vão quebrar;
5) as Telecoms vão lançar as licenças flat-rate para conteúdo;
6) o Skype vai ressurgir como “tocador” de conteúdo.

Se tudo isso acontecer – especialmente a número 5 – teremos um negócio bastante viável em moldes muito diferentes - e muitas formas de divulgação. E não teremos a oposição ferrenha da indústria em relação a essas mudanças - vide previsão 4.

Vamos esperar? Eu diria que o melhor é partir para a ação agora, mesmo sem ter a menor certeza do que vai acontecer. Senão, quando as oportunidades aparecerem estaremos despreparados. Vamos twittar, facebookar e chamar a atenção.

30 de mar de 2009

Bob Dylan de graça. Só hoje.

Leoni me avisou: Bob Dylan está disponibilizando no seu site uma música inédita. Mas só hoje. Vejam só a mensagem que eles mandam para os cadastrados:

Dear Friends,

We are excited to offer you a free download of BEYOND HERE LIES NOTHIN' from Bob Dylan's new album TOGETHER THROUGH LIFE.

BEYOND HERE only hints at the variety of tone, mood and feeling on an album that critics are already buzzing about.

Pre-order the album now and get a great vintage Bob Dylan poster, only available from bobdylan.com.

Sorry to say that this download is only available for free for one day; from midnight Monday March 30th, through midnight, March 31st.

Enjoy!

your friends at bobdylan.com

Nós não queremos nos sentar no sofá para ouvir sua grande obra

Traduzi e adaptei um texto do Bob Lefsetz que eu recebi hoje e que, eu acho, que tem tudo a ver com as discussões que já estão rolando por aqui:

"Você tem que parar de gravar álbuns.

No NYT de hoje tem uma história sobre a indústria dos games que afirma que os suspeitos de sempre, PlayStation 3, Xbox360 e até o Wii, estão sendo obscurecidos pelo iPhone/iPod Touch. Os jogos para esta nova plataforma móvel são baratos, quando não gratuitos, e você não precisa comprar um console caro.

O custo de criação de um jogo para os consoles antigos é de $25 milhões e só 16 em 486 geraram esse faturamento. Quase tão ruim quanto o lançamento de álbuns das majors.

Há duas razões para o fracasso dos álbuns. Uma, os Beatles fizeram um statement artístico e as gravadoras descobriram que havia muito mais lucro nos discos cheios que nos singles.

De alguma forma, nas décadas seguintes os artistas passaram a ver os álbuns como seu “cálice sagrado”, como um direito adquirido. E o ouvinte foi completamente ignorado.

O Napster separou o single do álbum – que era longo e caro demais - e agora o público tem a opção de só ter o que quer - e as pessoas não querem gastar tempo e dinheiro no pacote.

Não exclusivamente. Há alguns artistas que fazem statements que precisam de um álbum. Mas ele tem que ser entregue do mesmo jeito antigo?

Um fã de verdade quer mais e mais musica do seu artista favorito, mas ele não o quer despejado em sua cabeça como uma bomba, tudo num dia só. Ele quer receber novidade o tempo todo. Os músicos têm que entender que o mundo mudou.

Os selos odeiam isso, assim como os grandes fabricantes de games. O preço é muito baixo. Como competir com um garoto que cria um jogo no porão de casa? É exatamente o que está acontecendo com o iPhone/iPod Touch.

Os selos deveriam ter agido como a Apple que fica com 30% de todas as vendas de aplicativos. Ela verifica o produto para o consumidor e garante o pagamento ao criador. Esse é o papel de uma major no futuro, um portal de produtos pré-aprovados. Mas para isso acontecer teríamos que acreditar que as gravadoras aceitariam trocar dólares por centavos.

O público deu a sua palavra. “Nós não queremos nos sentar no sofá para ouvir sua grande obra, nós queremos exatamente o que queremos enquanto surfamos na Web, enquanto fazemos ginástica, enquanto levamos a vida.”

Se você quer ter uma carreira deve focar nos singles. E cada um deles deve ser atraente para o seu público. Se você quer atingir a massa de ouvintes casuais, empregos “ganchos” e truques. Mas se você quiser ter um público fiel, arrisque-se. Acredite em mim, se o The Doors gravasse “The End” hoje e lançasse só essa faixa ela se espalharia por toda a rede. Mas se lançassem “The End” com outras nove faixas num pacote de uma hora, não só as pessoas não a encontrariam, mas muitos fãs jamais chegariam a ouví-la. Eles sairiam para comprar um cachorro quente na hora que a banda tocasse algo do meio do álbum.

As pessoas estão soterradas e a solução da indústria tem sido dar ainda mais. Ao ponto das pessoas terem desistido.

Se você está gravando um álbum hoje eu dou risadas. Crie uma canção que prenda a minha atenção e deixe-me querendo mais. Estou falando de ser especial e não sobre valor. Estou falando de música e não de comércio."

28 de mar de 2009

20 coisas que você tem que saber sobre música online



O livro 20 Things You Must Know About Music Online, de Andrew Dubber, é um guia de estratégias para músicos se posicionarem na internet - pensando bem, não apenas para músicos. É escrito, e editado de forma clara e concisa. Direto ao ponto. Pragmatismo na veia.

Um bom recurso do Dubber é resumir logo no início as tais 20 coisas que desenvolverá ao longo do livro. Aqui abaixo vai a minha tradução para este resumo. As falhas de estilo e as imprecisões vocês podem creditar a mim.

1. Don’t Believe the hype
Sandi Tom, Artic Monkeys e Lily Allen não são superfamosos, ricos e bem sucedidos só por causa do MySpace ou porque eles milagrosamente atraíram uma multidão de milhares para o seu site caseiro. Ralações públicas, mídia tradicional, gravadoras e dinheiro estiveram todos envolvidos.

2. Ouvir / Gostar / Comprar
É a regra de ouro. Pessoas ouvem música, então elas gostam da música e aí elas compram a música. É a única ordem que rola. Se você tenta fazer em qualquer outra sequência, simplesmente não funciona.

3. Formadores de opinião é que mandam
Sabemos da importância do rádio e da mídia impressa. Existem agora novos formadores de opinião que vão contar a sua história com credibilidade. Você precisa descobrir quem eles são – ou melhor ainda, tornar-se um deles.

4. Customize
Uma solução sob medida, ou pelo menos algo pré fabricado adaptado à sua presença na web, é crucial. Uma solução “de prateleira” irá praticamente garantir seu anonimato.

5. A Cauda Longa
Chris Anderson provou cabalmente que o varejo do futuro é vender menos de mais. Ponha tudo online. Expanda seu catálogo. Você fará mais dinheiro vendendo um grande número de produtos de nicho do que uns poucos hits.

6. Web 2.0
Não tente ser um destino – torne-se um ambiente. Seu website não é uma publicação – é um lugar onde pessoas se encontram e conectam-se com você e umas com as outras.

7. Conecte-se
Seu website não é uma estratégia promocional. Aprenda como contar uma história e como contá-la da maneira adequada para comunicação na web. Pense como poderia ser traduzida seja para mídias novas ou tradicionais.

8. Cross-promote
Suas coisas online não são um substituto para suas coisas offline, assim como não existem independentes delas. Descubra como fazer interseções entre as duas.

9. Menos clicks
Isso é especialmente verdadeiro se você quer que alguém compareça com dinheiro. Se eu tenho que preencher um formulário, navegar por três camadas de menu e aí então digitar uma senha, não vou querer mais a sua música.

10. Profissionalismo
Se esse é o seu negócio, você precisa transparecer isso. Trate seu perfil online da mesma forma que trataria suas demais peças de comunicação comercial.

11. A morte da escassez
A economia da internet é fundamentalmente diferente da economia do mundo das estantes e dos estoques limitados. Você pode dar um milhão de cópias de seu disco para vender mil.

12. Identidade distribuída
De uma perspectiva de relações públicas, é melhor você se espalhar pela internet do que permanecer em um lugar. Comunidades, perfis, comentários e redes são incrivelmente úteis.

13. O.M.B.
Você precisa entender como a Otimização de Mecanismos de Busca funciona e como maximizar suas chances de ser encontrado. Seja achável e procurável.

14. Permissão
Sua mensagem deve ser bem vinda, relevante e pessoalmente útil. Deixar as pessoas escolherem se juntar a você é uma estratégia muito mais efetiva do que mandar spams.

15. RSS
Disponibilize-o, use-o e ensine-o. RSS é o elemento mais importante do seu site. Trate-o como tal – mas lembre-se que é ainda novo para a maioria das pessoas. Ajude seu público a adotá-lo.

16. Acessibilidade
Nem todo mundo tem computador rápido ou acesso banda larga. Nem todo mundo tem o dom da visão. Faça de modo que tudo o que você fizer online seja acessível. É fácil, é importante e evita que as pessoas desistam logo na porta.

17. Recompense e incentive
Agora tudo é acessível o tempo todo. Dê às pessoas um motivo para considerar você como parte do envolvimento econômico delas com a música.

18. Frequência é tudo
“Repeat business” é uma das mais bem sucedidas estratégias comerciais na indústria cultural. Você quer que as pessoas voltem? Dê-lhes algo para retornar que elas não tenham visto antes.

19. Seja viral
Seja lá o que você fizer, faça de forma que as pessoas queiram enviar para outras pessoas. Sua melhor propaganda é o boca a boca, porque online o boca a boca é exponencialmente mais poderoso.

20. Esqueça o produto – venda relacionamento
O antigo modelo de negócio da música é dominado pela venda de artefatos individuais por uma soma estabelecida de dinheiro. O novo modelo tem a ver com iniciar um contínuo relacionamento econômico com uma comunidade de fãs.

27 de mar de 2009

Gratuidade e os 1.000 fãs verdadeiros

Chris Anderson
Olha só que interessante:

O Chris Anderson – ex-editor da Wired e escritor da Cauda Longa, livro de referência em todo mundo sobre negócios nos tempos da internet - disse que a gratuidade é um elemento chave na construção de uma carreira em música e que converter os fãs para uma "versão premium" paga do que é oferecido gratuitamente é a chave para se conseguir ganhar dinheiro.

Ele acha que uma taxa de conversão de 5% é bastante razoável e que, então, para se conseguir os 1000 fãs verdadeiros necessários para sustentar uma carreira, um artista precisaria de 20.000 cadastradas na sua lista de e-mails!!!

Três coisas:

a) dos 23.500 cadastrados, mais de 18.000 me autorizam a mandar e-mails, então já estou quase lá;

b) preciso aprender a fazer dinheiro com isso;

c) eu deveria ser patrocinado para estudos como um “case” importante para a indústria, já que eu venho fazendo tudo que eles acham que deve ser feito, mesmo antes deles chegarem às mesmas conclusões que eu. Alguém se habilita? rsrs

Vamos a um vídeo sobre a economia da gratuidade ou "Free":

26 de mar de 2009

Recebido por e-mail - Fim de Jogo

Recebi do Beni Borja, meu parceiro - e um pensador da música há tempos -, esse e-mail que repasso para vocês:

"Caríssimos, alguns meses atrás, eu contribuí para a superlotação das suas caixas postais com um email onde eu saudava a contratação pela EMI do Douglas Merrill da Google, para a vice-presidência da gravadora inglesa.

Ontem o novo chefão da EMI, um executivo italiano que fez carreira vendendo produtos de limpeza, anunciou a demissão do sujeito, depois de menos de um ano de casa.


Na ocasião, me pareceu que a contratação de um ex-Google pela menor das "majors", era um sinal de que finalmente elas se renderiam ao inevitável. Quis acreditar que, finalmente, a indústria fonográfia começaria a se mover na direção de um novo modelo de negócio adequado à realidade da vida digital.

Puro otimismo da minha parte.


No último ano ficou cada vez mais claro que isso não vai acontecer. A estratégia das grandes é cada vez mais se concentrar no que ainda resta de mercado para produtos físicos (CDs), ao mesmo tempo em que, sem nenhuma competência, tentam ingressar no mercado de shows. Ou seja, caminham a passos largos para a irrelevância.


Só as grandes gravadoras tinham o poder de tentar fazer uma transição relativamente ordenada para um novo mercado de música digital. Talvez elas não tivessem na prática esse poder, talvez lhes tenha faltado a coragem de dar um salto no escuro, mas o certo é que o momento onde a sobrevivência era possível já passou. Agora resta apenas uma lenta morte por inanição.


Lamento este fim melancólico. Não porque eu tivesse algum apreço especial pelo antigo modelo, mas porque o desmonte da indústria como conhecemos deixa uma grande lacuna para o público consumidor de música.

Por incrível que hoje isso possa parecer , as gravadoras em outros tempos já prestaram um relevante serviço para a música. O serviço que em outras artes se chama curadoria. Era nos departamentos artísticos de gravadoras que se fazia curadoria de música popular.
Mais do que o compromisso de investimento de uma empresa, assinar contrato com uma gravadora significava para um artista novo a aprovação do seu trabalho por alguém que entendia do mercado de música. O contrato com a gravadora abria as portas da mídia , mobilizava os empresários, era uma senha para ser levado à sério.

Com a democratização da gravação digital, mais do que nunca artistas precisam da validação de um curador para se destacar do meio da multidão de uma produção desenfreada.
Hoje temos blogs, redes sociais , serviços de "streaming", uma série infindável e crescente de meios de ouvir música, mas a questão é :

Quem vai dizer ao público o que merece ser ouvido?


saudações musicais,
Beni"

Acho que, além de agradecer ao Beni por utilizar seu tempo pensando e escrevendo sobre um assunto tão importante para todos nós que amamos música, algumas coisas merecem ser acrescentadas:

1) que as gravadoras realmente estão perdidas - como todo mundo -, mas são conservadoras porque ainda têm algo a perder. Embora, cada vez menos;

2) que o tal do Douglas Merril não apresentou nada de novo nesse tempo todo e tinha um salário de jogador do Barcelona antes da crise;

3) que as gravadoras, pelo menos no Brasil, estão de olho é no mercado de celulares e não nos shows, mas eu acho que cobrar - mesmo nesse mundo mais controlado - vai ser cada vez mais difícil;

4) que a tal curadoria é realmente a maior mudança que estamos enfrentando em termos de impacto junto ao público. Os filtros ainda são muito incipientes e são muitos. Atingir o grande público vai ser uma coisa cada vez mais difícil. O negócio é conseguir um público fiel e trabalhar para ele, por menor que seja;

5) que eu queria ouvir vocês e começar um diálogo com o Beni

Sequência do vídeo do Think Tank

http://vimeo.com/ybmusic/videos
São 12. Eu só vi o primeiro.
Vou dar uma olhada nos que têm títulos mais interessantes. Depois nos falamos a respeito.

Esse é o segundo da série.

Think Tank, parte 2 - "Se tirar o logotipo você já não sabe mais quem é o artista" from yb music on Vimeo.

25 de mar de 2009

Think Tank da YB Music em Sampa

Vou começar a ver os vídeos de uma turma brasileira discutindo música. Deve ser muito legal. E é em português!!


Think Tank - Parte 1: "Vale a pena ter disco?" from yb music on Vimeo.

Gerd Leonhard e o futuro da música

Esse é o vídeo que eu citei no blog "Mais um e-book". Assim vocês têm menos trabalho. O entrevistador também é ótimo.

Download de música não é crime

Baixar músicas da internet não é crime, segundo o Consultor Jurídico. Vejam o texto.

A discussão está quente no blog do Pedro Alexandre Sanches
Mazzola versus nosso amigo Pena.

Mais um e-book



Gerd Leonhard está oferecendo no Twitter seu livro "The End of Control and The Future of Media" para download. Ele bate na tecla de criarmos um outro ambiente na internet onde se esqueça o controle - nesses tempos interativos, todo o cuidado é... inútil, como disse meu amigo Gustavo Corsi - e se crie uma taxa muita barata para o acesso a todo o conteúdo. Algo que pareça grátis e que estimule o consumidor a aderir.

Alguém tem idéias sobre o assunto?

Vale a pena conferir.

E dá para ir baixando capítulo a capítulo.

Quem entender bem inglês pode assistir um a entrevista com o autor.

24 de mar de 2009

Música de graça

Vamos discutir algumas ideias?

No meu site eu tenho dado uma canção inédita por mês para os cadastrados - que recebem um e-mail avisando que ela já está disponível. Além do arquivo em MP3 – nada de DRM, pelo amor de Deus! – de boa qualidade, eles encontram letra, cifras, ficha-técnica, textos sobre a composição e a gravação e uma foto para a capa virtual do single.

É tudo gratuito e oficial. Eu parti da idéia de que a venda de música já é algo insignificante e que, muito mais que vender, é importante ter a atenção das pessoas. A única coisa que eu peço em troca é o e-mail delas para que eu possa mandar outras canções, avisar quando eu lançar um show novo ou uma nova promoção etc.

Tenho procurado outros artistas que façam algo semelhante no Brasil mas ainda não encontrei. Adoraria trocar experiências e resultados.

O que vocês acham dessa estratégia? Conhecem alguém que tenha uma conduta semelhante?

23 de mar de 2009

Caiu na rede é peixe

Boa reportagem que li no site Carta Capital, indicada por Raul Mourão. A partir do fechamento da Comunidade Discografias, no Orkut, ela traça um panorama dos blogs de aficcionados musicais que disponibilizam suas preciosidades. Mais furos na peneira.

Na noite do domingo 15, a equipe coordenadora da comunidade Discografias, do site de relacionamentos Orkut, jogou a toalha, decretou o fechamento de suas portas virtuais e apagou por conta própria todo o conteúdo acumulado em quase quatro anos por 920 mil integrantes.

O conteúdo era música, toneladas virtuais de música compartilhadas pelos participantes de modo gratuito. Ou era pirataria, ilegalidade, crime, de acordo com o argumento usado por corporações musicais que pressionavam a população da Discografias a parar de infringir direitos autorais de compositores, músicos, produtores, editoras e gravadoras.

Um aviso ficou no lugar do maior fórum brasileiro de troca de música: “Informamos a todos os membros da comunidade Discografias e relacionadas que encerramos as atividades, devido às ameaças que estamos sofrendo da APCM e outros órgãos de defesa dos direitos autorais”. APCM é a sigla para Associação Antipirataria Cinema e Música, criada há um ano pelas indústrias fonográfica e cinematográfica, e dirigida por um ex-delegado.

Em comunicado oficial, a APCM confirmou que havia meses acompanhava e solicitava a retirada de links. “Já estava claro que a comunidade se dedicava a disponibilizar músicas de forma ilegal, ignorando todos os canais legais de divulgação e uma cadeia produtiva de compositores, autores, cantores, produtores fonográficos, etc.” E acrescentou considerar um “avanço positivo” a exclusão da Discografias.

O episódio é apenas a ponta visível de um fenômeno mundial de enormes proporções, que transformou a internet num admirável mundo novo para usuários, tanto quanto um inferno para os produtores da cultura antes vendida no formato de CDs e DVDs. Por baixo da pequena multidão reunida numa comunidade do Orkut, há proliferação vertiginosa de blogs e outros recursos de internet dedicados majoritariamente a ofertar download instantâneo e gratuito de discos, filmes e livros.

Leia mais no site Carta Capital.

Para entender a internet



Belo sinal dos tempos.

No dia 17 deste mês foi lançado via Twitter (!) o livro Para entender a internet - Noções, práticas e desafios da comunicação em rede, organizado por Juliano Spyer. O livro é 100% Web, integralmente disponibilizado de graça em PDF e também por um site para leitores debaterem e conversarem entre si e com os 38 autores sobre assuntos de interesse comum.

Ainda não consegui parar para ler, fora uma escaneada no texto do Alexandre Matias. Mas já está na fila, esta sim com uma verdadeira Cauda Longa. :)

Para começo de conversa

Muitos livros e blogs têm sido fonte de informação para me ajudar na
tarefa de entender o que está acontecendo com o mundo musical. Abaixo
vou listar tudo que me causou mais impacto.

Houve um tempo em que eu só ouvia reclamação e saudosismo. E uma
vontade enorme de se manter o status quo. Até de voltar no tempo. Até
hoje tem gente dizendo que a saída é a volta do vinil. Saída para
quem? Para as gravadoras, talvez. Nunca para o público. Quem é que vai
voltar a carregar malas de discos se pode ter no bolso um i-pod com
muito mais música, de uma forma muito mais acessível? Ah, e já
inventaram o toca-discos com saída USB. Quem vai controlar as pessoas
para não digitalizarem seus vinis?

Em suma, o passado passou. Naturalmente. Sempre foi assim.



Recomendo, para começar a entender esses tempos líquidos, “A Cauda
Longa” de Chris Anderson – descobri que esse é um livro mais comentado
que lido -, The Future of Music e “Music 2.0” de Gerd Leonhard do
site Media Futurist, o e-book The 20 Things You Must Know About Music
Online
de Andrew Dubber, e “Permission Marketing” de Seth Godin
assim como os e-books disponíveis no seu site.



Entre os blogs, vale a pena dar uma passeada pelos indicados na barra
lateral e assinar (RSS) os que você achar mais interessantes.
Em breve estarei lançando o meu e-book - gratuito, logicamente -
Dicas de Sobrevivência do Música no Mundo Digital, mas, para quem
quiser se adiantar, é só passar no meu site e procurar pelos capítulos
na seção Diário de Bordo.

Alguém tem alguma outra indicação?

20 de mar de 2009

Música feito água



Esse blog tem a finalidade de trocar experiências, informações e ideias a respeito do novo universo musical surgido a partir das muitas inovações tecnológicas - especialmente a internet e os sites de troca de arquivos digitais.

Como se localizar, que caminhos seguir, como sobreviver, quais chances podemos aproveitar num universo onde o suporte físico da música perdeu sua relevância e a música está disponível em todo lugar dando a sensação de que ela é gratuita – feito água na torneira de casa.

Existe muita informação espalhada pela rede, quase nada em português. Vamos oferecer links, traduções e reciclagens do que garimparmos por aí. Deve haver muita gente pensando sobre o assunto sem encontrar interlocutores.

Todos nós - músicos, empresários, jornalistas, fãs, labels, gravadoras, casas de shows etc. - estamos no mesmo barco musical e podemos , juntos, aprender a navegá-lo nesses novos mares de informação.