12 de fev de 2010

Os cinco pontos cruciais para o músico que está começando

Perambulando pelo Music Think Tank, achei este resumo das ideias expostas em uma entrevista dada à BBC por Andrew Dubber e Bruce Warila.

1) Descontextualize primeiro, divulgue depois.
Artistas adoram suas música e suas cançnoes, e deveriam mesmo. Entretanto, antes de se atirar em um ano se promovendo, se esforce em ter um feedback anônimo de pelo menos trinta amigos, vinte artistas e de dez profissionais da indústria da música. Se a maioria gostar de suas canções, aí divulgue-as. Caso contrário, volte para as aulas/estúdio e aprenda primeiro como fazer música "melhor".

2) Não dê atenção a divulgadores que fizeram sucesso em 1999.
Ninguém tem a resposta de como obter e manter uma exposição no mercado de massa. Ninguém! Não me importo sobre o que alguém diz que conseguiu no passado; faça-o demonstrar o sucesso que conseguiu seis meses atrás.

3) Procure por produtores experientes.
Quando o negócio é fazer música, experiência é subestimada nesse meio. Os estúdios estão fora do negócio porque todo mundo é produtor/engenheiro de som. Encontre os mais experientes/bem sucedidos produtores, engenheiros de som e compositores que você puder achar. Dinheiro gasto num produtor bem sucedido ou num grande compositor lhe levará mais longe que gastar com um "expert" em divulgação.

4) Não siga sozinho.
É quase sempre perda de tempo! (Tradução: divulgue e colabore com outros artistas)

5) Aja como uma empresa de software.
Expanda sua definição de "banda" para incluir pessoas que cuidem de coisas como mídias sociais, produção de vídeo e desenvolvimento de software. Encontre alguém para ajudá-lo a usar a justa medida em seu negócio para compensar todos os envolvidos.

4 comentários:

  1. Como músico iniciante discordo do primeiro ponto. Acho que o cara que acredita em sua música tem que se jogar e se expor mesmo, sem medo do feedback. Até porque, o gostar é algo tão subjetivo... Vivemos ouvindo histórias de gente que ouviu 300 "nãos" antes de emplacar seu sonho. Numa propaganda foi dito que o jogador Cafu foi dispensado de 9 "peneiras" antes de virar profissional. E o cara foi titular da seleção campeã do mundo. Vemos muitos artistas evoluírem tanto depois dos primeiros trabalhos "divulgados". Particularmente, o medo de pagar mico, a consciência da voz desafinada, a rigorosa auto-crítica pode fazer o trabalho parar antes de começar... Temos que ser nossos maiores fãs e maiores críticos, mas temos que seguir adiante independentemente do feedback... Até porque, o que eria o feedback ideal? Números? 20 mil cópias vendidas, 30 mil cadastrados no site, 13 seguidores num blog? Acho muito relativo. Sds, Hugo http://ilhadosaqui.blogspot.com/

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  2. Olá Hugo. Realmente o tom do Dubber é um tanto taxativo. Mas o ponto principal dele - e nisso eu concordo - é sugerir que, antes de investir grana e esforços numa carreira incipiente é recomendável que o artista saia de sua zona de conforto, isto é, dos amigos, família e simpatizantes e se exponha a críticas mais distanciadas e de preferência qualificadas. Esses outros críticos podem indicar coisas em seu trabalho que talvez você não tenha notado. Autocrítica é bom e confiança no próprio taco também, mas não bastam. Pode ser muito enganoso. Abraço!

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  3. It's very interesting post.These tips are really helpful. Again thanks for sharing your knowledge with us.Keep up the good work.Keep blogging.

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  4. Concordo com o Hugo, e digo mais, quem tem que gostar do trabalho do artista é o público, afinal ele não vai fazer música para produtores, outros artistas, etc. Vai fazer música para sí mesmo e para o público. Talvez o ideal seja antes de gastar com gravações, só contratar músicos e arranjadores (se preciso), e então testar seu repertório nos shows, depois grava e divulga.
    Sobre o terceiro ponto, neste caso o ideal é que o produtor seja mais experiente, pois o compositor, mesmo o novato também pode fazer uma ótima música, já o produtor inexperiente pode acabar com uma boa composição.

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