24 de fev de 2010

Sellaband vai à falência. Uma pena! Ficam as lições.


Fiquei triste com a notícia da falência do site Sellaband, que foi um dos pioneiros da idéia de artistas serem financiados pelos seus fãs. Nessa hora muita gente começa a dizer: “Viu? Eu sabia que isso não ia dar certo.” Mas não acho que seja o caso. Outros sites com a mesma visão, mas com execução e modelo de negócio diferentes, estão trabalhando bem. O mais óbvio deles é o Artist Share.

Uma das principais diferenças de percepção vem de como o fã entra nessa história. Para o Sellaband, assim como para o francês My Major Company, entre outros, o fã é um investidor que vai lucrar com o sucesso do artista que ele apoiou financeiramente. Nunca vi como essa ideia pudesse dar certo. O fã quer música de qualidade que ele goste, não é um negociante que visa lucro acertando na contratação do artista que vai ser um sucesso. Aliás, esse modelo vem desabando faz tempo.

Na minha opinião, o público de um artista pode querer ajudar a financiá-lo por necessitar do trabalho do mesmo, porque aquela música é importante para ele. Ele quer pagar para que aquele artista continue a maravilhá-lo. Não está nessa por dinheiro.

Outro lado importante dessa história é que o Sellaband não ajudava seus artistas a realmente se conectar com os fãs – fator mais importante desse equação - e se comportavam como uma gravadora sem exercer as atividades de marketing e divulgação das antigas majors.

Resumindo, não acho que a falência do Sellaband signifique que o modelo de negócio para os artistas baseado no financiamento dos fãs seja ruim. Mas temos que aprender com os erros dos pioneiros para criarmos algo mais sólido.

Acho que todos temos que agradecer aos seus fundadores por terem tido a coragem de criar algo novo que vai ajudar a pavimentar essa nova estrada para o futuro que estamos criando agora.

Para mais informações, recomendo o artigo do Techdirt abaixo que defende a mesma tese


SellaBand Bankruptcy Shows Poor Execution; Not A Condemnation Of Fan Funding
from the too-bad,-but... dept


With the news that SellaBand has filed for bankruptcy, we've been seeing some gloating among those who don't believe in direct-to-fan or fan-supported business models for music -- suggesting that Sellaband's failure is an indication that those models don't work. Of course, that's kind of like arguing that the personal computer industry is a failure because Osborne went out of business. Sellaband wasn't the first in the market, but certainly was a pioneer in promoting fan-focused business models. But a lot of Sellaband's troubles came down not to the model, but to actual execution. Every time we'd post about Sellaband, we'd receive a bunch of emails and comments from people who had really bad experiences working with the company. 

Unlike the more recent crop of companies in this space, that appear to be a lot more flexible, Sellaband was pretty rigid in its setup. Rather than designing itself as a platform for fan funding, it tried to position itself as a label that also used fan funding -- but that required doing a lot of stuff that labels help with, and one of the complaints with Sellaband was that it wasn't well setup to handle much of that. Separately, unlike other fan funding options, Sellaband used to require a band to raise $50,000 -- which is a lot more than many bands might need. Eventually this changed, but it made things slow going for Sellaband. Furthermore, one of the bigger problems with Sellaband was that it didn't quite have the model right. It did very little to encourage actual connecting with fans, and never did a really good job setting things up so fans had a good reason to buy. Sellaband seemed to assume that people would just support a band for an "investment" in their album. But that mucked up the fan relationship a bit. Fans support a band because they want quality product (music, experience, access) back, not potential monetary returns. 

The failure of Sellaband is a failure of execution, but certainly not of the idea that you can create models that allow content creators to build business models by getting fans to support them via more creative business models.

4 comentários:

  1. Olá, Leoni!
    Falou tudo! Fã é fã por causa da música que lhe diz algo especial, que cria uma identificação de alguma forma. Essa discussão da sobrevivência da indústria musical versus o compartilhamento gratuito de músicas pela rede ainda terá muitos capítulos e fórmulas.
    FaloU!

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  2. Por uma grande coincidência, vi um vídeo muito louco no youtube sobre o Safari de Camarim agora há pouco, um meio que alguns artistas acharam para ganhar dinheiro, cobrando ingresso de fãs que queiram conhecer o seu camarim!!! Pelo jeito, já apareceu maluco dando o seu "jeitinho" contra o tempo das vacas magras!

    Publiquei um post com o vídeo, que além disso, fala também do partido pirata do Brasil: http://artedequem.blogspot.com/2010/03/e-tem-gente-desesperado-com-pirataria.html

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